PIB americano avançou 1,5% em ritmo anualizado entre abril e junho; alta foi puxada pelos gastos das famílias, enquanto exportações desaceleraram
A economia dos Estados Unidos cresceu 1,5% em ritmo anualizado no segundo trimestre de 2026, segundo a estimativa preliminar divulgada nesta quinta-feira, 30, pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O resultado representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2,1% registrado no primeiro trimestre do ano.
De acordo com o relatório, a expansão da atividade foi impulsionada principalmente pelo aumento dos gastos dos consumidores, dos investimentos e das exportações. Por outro lado, a queda dos gastos do governo e o avanço das importações limitaram um crescimento mais forte da economia.
Na comparação com o trimestre anterior, o principal fator para a desaceleração foi a redução do ritmo dos investimentos e das exportações, além da retração dos gastos públicos. Em contrapartida, o consumo das famílias ganhou força e ajudou a sustentar a atividade econômica.
Outro dado que chamou a atenção foi o comportamento da inflação. O índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE), principal indicador acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), avançou 5,1% no trimestre, enquanto o núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, desacelerou para 3,4%.
A divulgação ocorre um dia após o Fed manter a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, reforçando uma postura cautelosa diante da inflação ainda acima da meta e das incertezas relacionadas ao cenário geopolítico. Com um crescimento mais moderado e pressões inflacionárias persistentes, os próximos indicadores da economia americana devem continuar sendo determinantes para os rumos da política monetária nos Estados Unidos.