Medida também alcança estrangeiros que promovam discriminação, violência contra argentinos ou insultem símbolos nacionais
Milei acusa Brasil, México e democratas dos EUA de financiar ‘campanha anti-argentina’
Sem fornecer mais dados para respaldar suas acusações, o presidente argentino acentuou as críticas por ser impedido de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Crédito: AFP
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O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) que proíbe a entrada e autoriza a expulsão de estrangeiros que promovam ou incentivem discursos de ódio, discriminação ou violência contra a Argentina e seus cidadãos.
Em comunicado divulgado no fim da noite da quarta-feira, 30, o governo argentino informou que a medida incorpora como motivo para impedir o ingresso no país e determinar a expulsão do território nacional “todo estrangeiro que dirija ou incite mensagens de ódio, discriminação e/ou violência contra o povo argentino ou seus cidadãos em razão de sua nacionalidade, assim como o ultraje aos símbolos pátrios”.
Segundo a Presidência, o decreto foi editado em resposta ao que classificou como recentes episódios de hostilidade contra o país e seus cidadãos.
“Diante das recentes manifestações de hostilidade contra a República Argentina e os argentinos, o Governo Nacional reafirma que a defesa da Nação, de seus cidadãos e de seus símbolos não é negociável”, afirma o comunicado oficial.
O texto também traz um recado direto a estrangeiros que, na avaliação do governo, atentem contra o país. “Quem atacar a República Argentina não é bem-vindo em nosso país”, conclui a nota assinada pelo presidente Javier Milei.
O decreto foi divulgado dias depois de Milei afirmar, sem apresentar provas, que uma suposta campanha anti-Argentina nas redes sociais durante a Copa do Mundo de 2026 partiu de “progressistas socialistas” no Brasil.